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A esperança que venceu a morte

  • Foto do escritor: Pedro Mendes
    Pedro Mendes
  • 18 de mai. de 2025
  • 4 min de leitura

Latrocínios. Corrupção. Crises econômicas. Notícias Falsas. Injustiças. Pandemias. Devastação ambiental. Guerras por todo canto. Ora, meu irmão e minha irmã, não faltam motivos para desesperança no momento em que vivemos. Tão logo ligamos a televisão, acessamos um site de notícias ou uma de nossas redes sociais, nos deparamos com algum terrível acontecimento. 

Diante dessa conjuntura existem algumas respostas possíveis: podemos nos tornar amargurados, desconfiados de tudo e todos, adotando o pessimismo como parâmetro para toda e qualquer situação; podemos escolher nos alienar, se desligar totalmente das redes digitais e televisivas, na expectativa de que, com isso, possamos escapar da cruel realidade que vivemos (“o que os olhos não veem, o coração não sente”, não é mesmo?). Há motivos para duvidar da eficácia de ambas as abordagens.

Primeiramente, ao escolhermos a amargura, estamos permitindo que a cruel realidade que vivemos nos molde, de tal maneira que nos tornemos agentes dela mesma - em outras palavras, nos alimentamos do pessimismo que testemunhamos e, dessa maneira, nos mesmos destilamos mais negatividade sobre os outros. Uma vez que respondemos a nossa dura realidade com amargura, passamos a exalar negatividade em tudo que fazemos e diante de todos com que interagimos, afinal, se o mundo é um mundo que mata, que mente, que rouba, qual o sentido em ser gentil? Qual o sentido de ter esperança? Não… o que há são motivos para reclamar. Por isso, se eu encontrar com o alguém, tudo o que eu quero é dar vazão às minhas reclamações. E se eu for fazer algo, para quê fazer bem? Provavelmente não vai dar certo mesmo… qual o sentido em até mesmo tentar?

Em segundo lugar, mesmo que façamos de tudo para nos desligarmos das crises ao nosso redor, a realidade é uma força inexorável; ela tem um jeito de se impor em nossas vidas, não importa o quanto forcemos ela para fora. De uma forma ou de outra, seremos afetados pelo que acontece a nossa volta, ainda que apenas de maneira indireta. Posso não assistir ao noticiário local, mas posso sentir os efeitos da insegurança através do depoimento de amigos ou simplesmente pelo número de policiais circulando armados na rua. Posso não querer me informar sobre uma pandemia, mas algum amigo ou familiar pode adoecer do mesmo jeito…

Há, no entanto, uma alternativa esses dois caminhos: encarar a realidade, aceitar sua dureza, mas, em todo momento, manter firme a esperança de que, ao final, tudo terminará bem. Sustentar essa crença por si mesma, no entanto, pode ser muito difícil, talvez até impossível - essa é uma esperança fugaz, que não resiste ao teste do tempo, que não aguenta o mais fraco dos tremores em nossas vidas. Ainda bem que não precisamos nos agarrar a esse tipo de esperança, porque em Jesus Cristo encontramos todo o lastro que precisamos para manter viva a certeza de que o melhor ainda estar por vir; e essa, meu irmão e minha irmã, não é uma esperança perecível e frágil, mas sim uma esperança que transcende o tempo e é inabalável.

É uma esperança que transcende o tempo porque até mesmo Jó, não obstante os milhares de anos que o separavam da vinda de Jesus a Terra, disse: “Eu sei que meu redentor vive e que no final se levantará sobre a terra. E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus” (Jó 19.25-26). Ora, se até Jó, com toda angústia e sofrimento que caracterizavam sua vida naquele momento, foi capaz de manter viva, ainda que no íntimo de seu ser, uma esperança como essa, quanto mais nós, que somos privilegiados de poder conhecer toda trajetória de Jesus nesta Terra (privilégio que Jó não teve), devemos manter firme acessa em nós a esperança em nosso Salvador; e através de nós, de nossos testemunhos falados e vividos, podemos levar essa esperança adiante, ao futuro.

É uma esperança que é inabalável, porque, como mesmo disse Jesus, aquele que ouve suas palavras e a elas se agarra e as pratica é como alguém que constrói sua casa sobre uma rocha, ao invés de areia. Pode sobrevir sobre essa casa toda sorte de vento, chuva ou enchentes que a vida coloca sobre nós, mas a casa, que somos nós, não cairá, porque está alicerçada sobre uma rocha que é chamada Cristo Jesus! (Mt 7.24-25).

Portanto, meu irmão e minha irmã, por mais que as circunstâncias do mundo atual não sejam nada favoráveis - na verdade, justamente por causa disso - não nos convém nos amargurar ou nos alienar, mas sim nos agarrar a esperança que jamais nos decepcionará, jamais desaparecerá e jamais falhará, que é Jesus Cristo. E, com Ele, nós poderemos ter a certeza de que o melhor, por mais remota que isso possa parecer, virá, pois está escrito: “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem aflição, nem choro, nem dor, pois as coisas antigas já passaram.” (Ap 21.4).


Oro para que todos nós, mesmo quando parece não fazer sentido, nos agarremos a esperança em Jesus, vivendo nossas vidas com a certeza de que o melhor ainda virá.


Amém!


Pedro Costa Mendes


 
 
 

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"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso, todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês amarem uns aos outros."

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