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O legado do Rei

  • Foto do escritor: Pedro Mendes
    Pedro Mendes
  • 21 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Quando nós, cristãos, pensamos no Natal, logo nos vem a mente o nascimento de Jesus, descrito em detalhe no Evangelho de Lucas, bem como retratado em múltiplos e lindos cânticos tradicionais deste período. Nos vem a mente a noite em Belém, o presépio, os animais, os anjos, os pastores e o menino na manjedoura. Isso tudo, no entanto, é só a superfície. O Natal, de fato, é o período mais oportuno que temos para refletir sobre o impacto que a vinda e a vida de Jesus tiveram para nós; o que Jesus legou para nós.

Com seu nascimento e sua vida, Jesus nos legou a humildade. Resgato mais uma vez a descrição da cena do nascimento no Evangelho de Lucas. O verbo não simplesmente se fez carne, como disse João em seu evangelho, mas se fez uma criança, e uma criança que nasceu nas codições mais inadequadas possíveis para isso - em um local isolado, de péssima aparência e sem qualquer sanitização. Para além disso, Jesus dedicou suas energias, seu tempo e suas orações aos outros antes si - se dedicou e se entregou tanto, de fato, que um de seus últimos atos foi lavar os pés de seus discípulos.

Não se engane: Deus foi deliberado em vir como um bebê no presépio, da mesma forma que foi deliberado em lavar os pés de seus discípulos - todos nós, humanos que somos, esperaríamos que Deus viesse não como um bebê, mas como um homem, um rei, viril, rico, sentado em um trono no palácio mais imponente da Terra e que antes exigisse o serviço do que servir ele mesmo. Porém, Deus quis nos deixar uma fundamental lição: o poder e a glória não vem do braço musculoso e da imposição de influência sobre os outros, mas sim de conscientemente escolher se esvaziar, se permitir ser vulnerável e de servir ao próximo.

Jesus também nos legou o amor. Não o amor no sentido humano, que vai e vem dependendo do humor de cada dia, mas sim o amor que Ele, em sua essência, é. O amor de Jesus não tomava conhecimento de raça (judeu, samaritano ou gentio), de berço (rico ou pobre),  de profissão (publicanos, prostitutas, pescadores). O amor de Jesus não guardava mágoas (a traição de Pedro). O andar d’Ele nos ensina como amar ao próximo: encorajando que está caído, acolhendo quem está abandonado, olhando para quem não é visto, curando que está ferido. Devemos amar uns aos outros como Ele nos amou, ama e continuará amando.

E Jesus nos legou o sacrifício. Mesmo quando sua própria fraqueza, sua o humanidade o confrontou, Jesus foi resoluto, entregando-se ao plano de Deus e se submetendo a uma inominável sequência de violência e humilhação. Enquanto nós somos rápido em reagir e buscar meios de autopreservação mesmo para a menor das ameaças, Jesus voluntariamente se rendeu a seus captores e algozes, em prol de toda humanidade, para reconciliá-la com Deus. O sacrifício que Jesus nos lega não se trata de necessariamente entregar a própria vida, mas sim ter a determinação de abdicar daquilo que nos é mais precioso em favor de algo que é muito maior do que nós, que vai beneficiar a muitos.

Que tomemos a ocasião do Natal para nos recordar e abraçar os presentes que Jesus nos deixou através de seu nascimento, de sua vida e da sua morte e que possamos levá-los conosco não somente para esse período festivo, mas que nos vistamos deles, como roupas, a cada dia, cada momento, de nossas vidas.

Oro para que todos nós possamos ser humildades com Jesus, amar como Jesus e estarmos dispostos a nos sacrificar como Jesus.


Amém!


Pedro Costa Mendes.


 
 
 

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JOÃO 13;34-35

"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso, todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês amarem uns aos outros."

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