A fonte pura para nossas almas
- Pedro Mendes
- 5 de mai. de 2024
- 3 min de leitura
A sede, em seu sentido mais usual, está relacionada por uma carência, qual seja, a carência por água. Nosso corpo nos alerta para a necessidade de nos hidratarmos e por isso, prontamente buscamos por uma fonte de água que possa saciar nossa sede. No entanto, meu irmão e minha irmã, a menos que nos hidratemos com uma água limpa, pura, apta para consumo, não conseguiremos, de fato, satisfazer plenamente nossos organismos; pelo contrário, na realidade.
Se somente temos a nosso acesso uma água suja, o mais provável é que a consumamos aos poucos, a fim de limitar a um mínimo a sujeira que ingerimos em nossos corpos; se somente temos a nosso alcance água salgada, ao consumí-la tudo o que faremos é postergar brevemente a sensação de sede, apenas para aumentá-la ainda mais instantes depois - em suma, de um modo ou de outro, permaneceremos com sede.
A sede de nossos corpos, contudo, não é a única a que estamos sujeitos - há também a sede que transcende nossos corpos e penetra em nossas almas. Mas tal qual é para nossa sede biológica, a menos que consumamos uma “água pura”, adequada para o consumo, sobram apenas soluções subótimas e efêmeras.
Era exatamente a esse tipo de solução efêmera e subótima a que Jesus se referia à mulher samaritana, em João, 4:13, como “a água da qual quem beber terá sede outra vez” - são águas “impróprias para o consumo” da alma, tão somente podendo oferecer de quem as desfruta uma satisfação momentânea, tão passageira quanto as horas, os minutos do dia.
Jesus, no entanto, ofereceu, em João 4:14, a única alternativa, a “água pura” para as nossas almas: Ele mesmo. Ao crermos n’Ele Senhor de nossas vidas e nosso Salvador, podemos descansar na certeza de que qualquer carência que tivermos, inclusive a sede de nossas almas, será satisfeita através d’Ele, porque Ele tem amor e carinho por nós!
Foi exatamente através dessa realização, meu irmão e minha irmã, que Jesus, assim como havia feito com a mulher samaritana, saciou a sede, o buraco que havia em minha alma. Por praticamente minha vida inteira, eu convivi com um vazio - uma sede - dentro de mim, para a qual busquei, de maneira incessante e em diferentes fontes, preencher.
Busquei nas conquistas acadêmicas, mas a cada nota alta alcançada, iniciava-se um novo ciclo de estresse e pressão para manter ou melhorar ainda mais a performance. Busquei nos esportes, mas a cada momento em que atingia um ótimo desempenho, iniciava-se um novo ciclo de estresse e pressão para atingir novas e mais altas metas. Busquei nos videogames, mas a cada jogo zerado, sentia a necessidade de comprar mais um novo lançamento para concluí-lo. Busquei naquilo que por toda minha vida pensei ser a solução definitiva, a chave para a felicidade: conquistar uma namorada, eventualmente casar e constituir família; no entanto, a cada vez que eu fracassava, o desespero por ter uma namorada somente aumentava. Em suma, meu irmão e minha irmã, eu buscava as fontes erradas, “impróprias para o consumo” da alma e, ao consumí-las, terminava com ainda mais sede do que estava antes.
Tudo mudou, porém, quando, eventual e gradualmente, Jesus se apresentou em minha vida. Aos poucos, na medida em que leio a Bíblia, busco orientação de amigos e pastores acerca dos escritos sagrados e aprendo mais e mais sobre a Palavra de Deus, aquele vazio vai desaparecendo mais e mais! Eu já não preciso mais de notas, desempenhos esportivos de excelência, novos videogames ou uma namorada para experimentar de uma efêmera saciedade, porque minha alma já encontrou a fonte mais pura e perene que ela poderia ter acesso: Jesus Cristo! Já não é mais para mim uma questão de buscar uma fonte para saciar a sede, mas sim de tomar plena posse dela!
Que os seus vazios possam ser preenchidos pela graça e o amor de Jesus Cristo, a única fonte pura e eterna para as nossas almas!
Pedro Costa Mendes.

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