A indestrutível pedra e o frágil papel
- Pedro Mendes
- 22 de set. de 2024
- 3 min de leitura
Durante nossa infância, é bastante tenhamos nos deparado - e, de fato, até participado -, por ao menos uma vez, no jogo “pedra, papel e tesoura”. A brincadeira é interesante, pelo elemento de incerteza que cerca o lance e a diversidade de resultados possíveis (três possibilidades de vitória e três de empate distintas entre si). Contudo, meu irmão e minha irmã, o que a princípio não passa de uma brincadeira infantil pode, de fato, servir para nos fornecer lições importantes sobre nossa fé.
Por vezes, somos como o “papel”: nos “dobramos” facilmente, nos permitimos moldar, abandonando mesmo os princípios e valores que nos são mais caros, em prol de algum objetivo - seja ele de natureza material (como dinheiro, poder) ou intangível (reputação, aceitação, prestígio). Nos permitimos, dessa forma, sermos “cortados” pelas “tesouras” que o mundo nos apresenta, de tal forma que, se não formos cuidadosos, seremos, gradual, mas consistentemente, “fragmentados” de tal modo que não sejamos mais do que “pedaços” - incapazes de reconhecermos a nós mesmos e de se recompor. “A tesoura vence o papel”.
No entanto, por mais vulneráveis que nós, enquanto “papéis”, estejamos diante das “tesouras” do mundo, não há lâmina alguma, conquanto afiada que seja, capaz de cortar a “pedra” firme e fiel, que é Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. Muito pelo contrário, de fato, a “pedra” esmaga a “tesoura” e a quebra - sobre os pés de Jesus, a cabeça da serpente é esmagada e todo pecado que nos limita, nos acorrenta é quebrado! Com seu sacríficio na cruz, quando as “tesouras” do mundo tentaram “cortá-Lo”, Ele frustrou seus planos, vencendo a morte e oferecendo a todo aquele que n’Ele cre não apenas os meios para a vitória, mas também um eterno e firme refúgio, uma fortaleza impenetrável. “A pedra vence a tesoura”.
Ainda assim, se não buscarmos ativamente estar mais próximos, mais intímos da “pedra”, que é Jesus, seguiremos vulneráveis aos ataques das “tesouras” do mundo. Por isso, devemos nos agarrar, nos abraçar, nos envolver em Jesus, tal qual ocorre no jogo, quando o “papel envolve a pedra”. Ao contrário de como ocorre na brincadeira, no entanto, em que o “papel vence a pedra”, com Jesus não se trata de um desfecho em que um lado perde para que o outro ganha - afinal, Ele já venceu, mas, por sua graça, por seu amor, o Senhor estende sua vitória a nós. Tudo pelo que Ele espera e o que deseja, porém, é que nós aceitemos sua salvação e que o busquemos de todo coração, de toda alma, em espírito e em verdade de tal modo que, em qualquer dificuldade que surgir, em qualquer momento em que formos ameaçados por uma “tesoura”, corramos para seus braços, firmes, seguros, abertos e prontos para nos enlaçar e nos oferecer calor, amor e refúgio.
Portanto, meu irmão e minha irmã, embora não haja dúvida de que somos frágeis e facilmente quebrados e manipulados pelas mazelas do mundo que nos cerca, podemos encontrar refúgio e esperança n’Aquele que venceu o mundo e que vive para sempre: nosso Senhor, Jesus Cristo. Por isso, a despeito da intensidade, violência e consistência dos ataques do maligno sobre nós, se nos mantermos alicerçados em Jesus, depositando n’Ele nossas esperanças, buscando n’Ele a base para nossas condutas, nossos valores, não haverá mal forte suficiente para nos destruir!
Minha oração é para que todos nós possamos ser mais íntimos de Jesus, buscando refúgio e conselho n’Ele.
Amém!
Pedro Costa Mendes.

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