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Amor é o meio; Amor é fim

  • Foto do escritor: Pedro Mendes
    Pedro Mendes
  • 22 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 22 de jul. de 2025

Muito de nós já ouvimos em algum momento de nossas vidas as seguintes palavras, ou alguma variação delas: “os fins justificam os meios”. Frase atribuída ao filósofo político Nicolau Maquiavel, é costumeiramente utilizada para justificar situações em que o fim a ser atingindo de alguma maneira torna justificável os meios usados, ainda que testem os limites da moralidade ou, em alguns casos, descaradamente os ultrapassem. Não por acaso, não é incomum ouvir essa frase ou suas variantes em contextos de política ou de competição empresarial.

Principalmente em tempos de guerra, não é incomum se escutar frases do tipo: “Precisamos bombardear as cidades do nosso país inimigo, em prol da segurança nacional…”; “Devemos passar essa medida por cima do congresso, em prol do interesse nacional…” ; “É necessário ocultar essas informações do público, por causa da estabilidade do Estado…”. Ou em contextos desfavoráveis a atividade empresarial: “Precisamos demitir esses funcionários, pelo bem maior da empresa.”; “Precisamos cortar os salários para que a empresa sobreviva.”.

Mas não se engane, meu irmão e minha irmã, qualquer um de nós, mesmo fora de esfera política ou empresarial, podemos agir guiados por esse mote. Tão somente basta que ignoremos tudo e todos ao nosso redor em prol de determinado objetivo, que consideramos nobre ou importante o suficiente. Em outras palavras, se é possível justificar um objetivo para um determinado grupo de pessoas, ou talvez tão somente para nós mesmos, é como se outorgássemos a nós mesmos uma licença para passar um rolo compressor sobre tudo e todos que estão ao nosso caminho.

Então, por que não colar nas provas da escola e da faculdade, para que possamos ser aprovados? Por que não ser um marido autoritário frente a esposa e aos filhos, a fim de preservar a “harmonia” e “ordem” na família? Por que não criminalizar a homossexualidade, transsexualidade ou quaisquer outras mais expressões de genêro, em prol de defender a os princípios naturais do ser humano e a “família tradicional”? Por que não hostilizar, agredir e matar fiéis de religiões de matriz africana, mulçomanos, hindús, espíritas, em nome de Jesus? Por que não perseguir, prender e deportar imigrantes, a revelia do devido processo legal, em prol de “reduzir a criminalidade” e preservar os empregos daqueles que são genuinamente “nativos”? Por que não lançar mísseis, bloquear ajuda humanitária e forçar deslocamentos de milhões pessoas por quase dois anos, em prol de defesa do Estado?

Todos esses exemplos, meu irmão e minha irmã, tornam patentes tão somente um fato: aquele que se subscreve pelo mantra “os fins justificam os meios”, está simplesmente tentando tornar justificável as inúmeras impiedades, os inúmeros pecados, que essas pessoas praticam. Algumas chegam ao absurdo de dizer que Jesus se agradaria de suas ações - pois estão tremendamente erradas! Não apenas Ele não se agrada, como, na realidade, toma o lado de tudo e todos aqueles que são vitimados pelo mau praticado.

Portanto, caso em algum momento nos vejamos cogitando agir (ou de fato agindo) com base na frase atribuída a a Maquiavel, que possamos parar por um momento, avaliar o que estamos fazendo, pedir para que Deus sonde nossas almas, para que, com isso, possamos refletir de que maneira isso afetará os que estão ao nosso redor e, em última instância, como afetará a nós mesmos - a final, na medida em que pecamos, damos força à carne e enfraquecemos esfriamos a chama do Espírito em nós.

Que jamais nos esqueçamos, meu irmão e minha irmã, quando aceitamos Jesus como nosso Senhor e suficiente Salvador, nos subscrevemos por um único mandamento que deve permear todas nossas ações - Ele diz para que amemos uns aos outros, como Ele mesmo nos amou, nos ama e sempre nos amará (Jo 13:34). E quem são esses outros? Será que são apenas outros cristãos? De modo algum! O outro é um sujeito indeterminado - pode ser qualquer raça, etnia, gênero, classe social. Suas características são irrelevantes. O que importa é amar. E o amor é que deve ser nosso distintivo como cristão, como somos reconhecidos enquanto seguidores de Cristo (Jo 13:35).


Oro para que Deus possa sondar nossos corações e os corações de todos aqueles que adotam “o fim justifica os meios”. Que todos possamos ter um encontro transformador com Ele, de tal modo que amemos acima de qualquer outro fim que venhamos a almejar. De tal modo que os meios que utilizamos sejam o amor, o carinho, a ternura.


Amém!


Pedro Costa Mendes.


 
 
 

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JOÃO 13;34-35

"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso, todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês amarem uns aos outros."

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