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Autoaceitação - caminho para um viver leve

  • Foto do escritor: Pedro Mendes
    Pedro Mendes
  • 27 de abr. de 2025
  • 3 min de leitura

É bastante provável que, em alguns momentos de sua caminhada cristã, você tenha se sentido muito mal consigo próprio, porque leu uma passagem bíblica e recebeu, via o Espírito Santo, um ensino valiosíssimo, mas em pouco tempo, no transcorrer do contidano, se esqueceu dessa lição ou, pior ainda, “falhou” exatamente no ponto central do que foi aprendido; ou porque teve o privilégio de escutar uma pregração que pode sentir em seu coração que Deus havia preparado precisamente para você, no entanto, quando foi testado exatamente acerca daquilo que te foi ensinado, falhou; ou, ainda, teve o privilégio de lançar palavras que abençoaram profundamente a alguém, apenas para, logo em seguida, verbalizar uma ofensa vergonhosa.

Em cada uma dessas situações, você provavelmente se decepciona profundamente consigo mesmo, às vezes a tal grau que você se enraivece e se frusta por causa de sua aparente incapacidade de absorver ensinos que muito claramente enriquecessem seu viver ou, ainda, frustra-se por sua própria hipocrisia, ao fracassar em seguir o próprio conselho que destinou a outros.

Lamentavelmente, a realidade é que cada um de nós possuí suas limitações, seus pontos fracos que quando pressionados, nos leva a tomar decisões ruins. E quando confrontados com essas limitações podemos tentar suprimí-las ou confrontá-las, mas eventualmente, por mais que tentemos resistí-las, elas nos superam… e nos dominam. As tentativas de combate nossas falhas, por sua vez, nos levam a um ciclo vicioso em que nos sentimos culpados e decepcionados, o que termina por nos levar, ainda que não intencionalmente, a descontar nossas frustrações naqueles que estão em nossa proximidade, o que, ao final, acaba por gerar precisamente o efeito contrário de nossas intenções iniciais: ao invés de sumirmos com nossas limitações, as escancaramos ainda mais. 

O que fazer, então? Deveríamos simplesmente desistir da caminhada e aceitar que somos “limitados demais” para comer na mesma mesa que o Mestre? De forma alguma! Simplesmente, meu irmão e minha irmã, devemos aprender a olhar para nós mesmos da mesma forma como nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, olha para nós: com compaixão, carinho, graça e misericórdia. 

De modo algum isso significa que estamos podemos machucar os outros ou a nós mesmos com consciência limpa porque o Pai já nos perdoa e nada do que fazemos poderá fazer com que Ele nos ame menos. É, sim, ter em mente a responsabilidade que temos, como cristãos, em seguir, ao máximo de nossas capacidades, o que recebemos de ensino da parte de Deus, mas também aprender a aceitar o que há de mais feio e desagrável em nós mesmos - defeitos, falhas, limitações - entregando tudo isso ao Pai e confiando que Ele, em graça e misericórdia e em seu devido tempo, irá tratar de nós da mesma forma com um ouvires trata de um vaso rachado (Jer. 18.1-10).

Lembre-se, Jesus não se achegou a nós para adicionarmos os fardos da auto-cobrança (ou cobrança externa) para uma “suposta santidade”. Pelo contrário, ele veio para dar descanso a todos os que estão sobrecarregados e cansados das cobranças excessivas, dos pesados fardos, porque Ele, “manso e humildade de coração”, jamais tornaria nosso viver mais oneroso, mas sim dividiria conosco um “jugo suave” e um “fardo leve” (Mt. 11.28-30).

Portanto, meu irmão e minha irmã, que nos nós livremos de qualquer tentativa de controle sobre nós, seja de natureza endógena ou exógena, e que nós nos permitamos a uma vida leve, inundada pela graça, misericórdia e o amor de Deus, de tal modo que não nos preocupemos em corresponder a toda e qualquer lição que o Senhor nos transmite de modo imediato e perfeito, mas sim que tenhamos a certeza de que todas as limitações, todos os impulsos carnais, pecaminosos, estão sendo tratados por Ele com todo amor, carinho e dignidade, para que, no devido tempo, seque o pecado em nós e transborde a graça de Deus em nós!


Oro para que cada um de nós entenda e seja compreensível com nós mesmos, mas que, ao mesmo tempo, se submeta a Deus para que Ele, em seu tempo e amor, trabalhe em nós, para que morra a carne e viva o espírito!


Amém!


Pedro Costa Mendes.


 
 
 

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