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Com o que você tem ocupado seus pensamentos?

  • Foto do escritor: Pedro Mendes
    Pedro Mendes
  • 20 de out. de 2024
  • 3 min de leitura

Os pensamentos vem a nós como uma torrente de água: incontroláveis, frenéticos e em grande volume. Com grande facilidade, deixamos que todo tipo de pensamento - desde algo simples (como uma mosca que vimos na parede), até o mais complexo (como uma decisão importante - escolher a faculdade) - invade nossa mente de tal forma que se torna bastante difícil manter o foco em nossos objetivos, naquilo que precisa ser feito. Tão mais complexo isso se torna, no entanto, quando surge um pensamento negativo, um murmúrio. 

Durante toda história, a humanidade, com muita facilidade, recorreu ao murmúrio: na narrativa bíblica, por exemplo, temos provavelmente um dos exemplos mais marcantes disso no livro de Êxodo, com os israelitas recém saídos, recém libertos, do Egito. Em tão pouco tempo depois de serem livrados do jugo impiedoso de seus opressores, o povo de Israel reclamava das condições em que se encontrava: à mercê do deserto, sem comida e, aparentemente, sem muita perspectiva. Sem dúvidas, era uma situação bastante desagradável… de tal modo que, se não tivessemos a ciência de quem Deus era e de que Ele os acompanhava, provavelmente daríammos toda a razão para a sua reclamação. 

No entanto, meu irmão e minha irmã, já pensou no que exatamente causa a reclamação? Tanto para os israelitas do tempo de Êxodo quanto para nós, atualmente, o motivo é o mesmo: reclamamos quando estamos diante de uma situação desfavorável e não temos o desejo de lidar com essa realidade, por isso, murmuramos com a expectativa - irreal - de que o nosso murmúrio fará com que a nossa provação magicamente desapareça e que, dessa forma, cheguemos automaticamente ao nosso objetivo.

Ocorre, meu irmão e minha irmã, que não há solução mágica para dificuldade alguma; não há atalhos para nossos objetivos. Não importa que tipo de pessoas sejamos - ricos ou pobres, fortes ou fracos, cristãos ou não-cristãos - os desafios atingem a todos nós. O que vai diferir é a resposta que vamos dar perante a essa realidade: podemos escolher reclamar, tendo (ou não) todos os motivos lógicos para fundamentar o nosso murmúrio, nos deixar paralisar e esquecer da razão pela qual estamos atravessando a provação; ou podemos optar por chacoalhar nossas cabeças, rejeitando os murmúrios intrusivos em nossa mente, e seguir em frente.

Seguimos o nosso cotidiano e é tão fácil nós, que somos Cristãos, perdemos vista de nosso objetivo, que é a comunhão com Cristo. Tão logo uma preocupação de trabalho, escolar, da faculdade, da família ou do que quer que seja invade nossa mente e se torna tão grande, tão opressor que logo, ainda que somente em pensamento, reclamamos. Reclamamos, da angústia que, em momentos como esses, parece insuportável. Reclamamos porque não temos a vontade de lidar com essa situação e queremos que ela desapareça de uma vez. Em um estalar de dedos, esquecemos de tudo: de Deus, da gratidão eterna e impagável que temos a Ele, das promessas d’Ele a nós e do nosso desejo de estarmos mais próximos d'Ele a cada dia. Eu sei bem disso, meu irmão e minha irmã, porque o que acabo de descrever é o que ocorre comigo a cada dia que passa.

No entanto, mesmo em meio a tantos pensamentos negativos, a tanto murmúrio, a maravilhosa graça de Deus ainda encontra espaço para se infiltrar e transbordar em nossas mentes. Mesmo quando estamos agindo como porcos, nos espalhando e nos esfregando no lamaçal que são nossos pensamentos negativos, nossos Senhor e Salvador, Jesus Cristo, vem até nós e nos oferece seu próprio sangue para limparmos nossas vestes.

Portanto, meu irmão e minha irmã, mesmo quando uma determinada situação parecer totalmente ingrata, mesmo quando a própria lógica das circunstâncias para substanciar e justificar o murmúrio, devemos tomar a decisão de “limpar”, com o sangue do Cordeiro, a nossa mente desses pensamentos e seguir firme rumo à nossa santificação, para que, nos dias do fim, tenhamos a honra de estar diante de Deus, eternamente em comum com Ele, servindo-o, jamais tendo fome, sede, calimidades e lágrimas (Apocalipse, 7:14-17); estando sempre certos de que tudo pelo que passarmos, para o que nos aguarda no final, valerá a pena!


Oro para que você possa se resguardar e evitar os murmúrios, para que você, no primeiro indício de reclamação, tome do sangue do Cordeiro derramado em seu favor e limpe-se. Oro também para que você possa partilhar do sangue com outros e ajudá-los em suas provações particulares.


Amém!


Pedro Costa Mendes.


 
 
 

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