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Emergindo em fé

  • Foto do escritor: Pedro Mendes
    Pedro Mendes
  • 12 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

A dúvida é uma parte importante do aprendizado e do desenvolvimento humano. É sobretudo através dela que adquirimos novos conhecimentos e perspectivas sobre o viver. No entanto, como praticamente tudo o mais, a dúvida em excesso é extremamente prejudicial: ora, se temos dúvida em tal grau que passamos a questionar se devemos pisar fora de nossas casas, por exemplo, há um problema sério. Infelizmente, porém, isso ocorre de maneira recorrente entre todos nós.

É natural que haja momentos em nossas vidas de questionemos profundos - sobre nossas escolhas, nosso rumo. Há um problema, todavia, quando nossas dúvidas ganham tal proporção que nos paralisam e impedem de seguir adiante. Ficamos construindo cenários em nossa mente com base em um “E se?” e nos esquecemos do presente; questionamos nossa capacidade em lidar com as dificuldades que nos cercam; ou ainda, colocamos em questão o por quê de ainda estarmos vivos. 

Nessa circunstâncias, é como se estivéssemos afundando nas profundezas dos oceanos, as luzes se esavaindo, enquanto um véu de escuridão se forma ao nosso redor, ao mesmo tempo em que o ar deixa nossos corpos e nossos órgãos são esmagados por uma extrema pressão atmosférica que nos cobre por todos os ângulos - em suma, encontramo-nos completamente isolados e, gradualmente, sendo implodidos.

Houve um personagem bíblico que encontrou-se precisamente em uma situação assim: Gideão. Não por acaso, a primeira aparição desse personagem é um local isolado - um tanque de prensar uvas - e suas primeiras falas ao Anjo que lhe visitou são questionamentos a respeito de si - Gideão estava isolado, se afogando nas profundezas das dúvidas a seu próprio respeito e, gradualmente, implodindo seu próprio espírito.

No entanto, conforme a narrativa se desenvolveu, algo mudou: ainda que as dúvidas persistissem, Gideão parecia começar a nadar para sair de as profundezas em que estava guiado pela força pela qual qualquer fenômeno físico, como a pressão atmosférica, se rende: a voz de Nosso Senhor, Nosso Deus. Direcionado pelo Senhor, portanto, Gideão gradualmente venceu as dúvidas que colocava a seu próprio respeito e, eventualmente, encarnou a imagem a qual o Anjo havia lhe falado em seu primeiro encontro: a de um bravo guerreiro, capaz de libertar seu povo (Jz. 6:12).

Meu irmão e minha irmã, é natural que em determinados momentos de nossas vidas, sejamos como Gideão foi em seu primeiro encontro com o Anjo - solitários e cheio de dúvidas autodestrutivas. No entanto, precisamos nos ancorar na fé de que Deus, desde antes de nascermos, nos conhece de tal forma que enxerga todo o potencial que temos e como seremos quando o atingirmos. Por isso, se nos dispormos a seguí-lo - ainda que continuemos a ter dúvidas a nosso próprio respeito, ainda que as circunstâncias pareçam indicar que nada vai mudar - que o façamos com a certeza de que o Senhor tem o melhor para nós em mente. É com a fé firmada n’Ele que iremos sobreviver ao mais profundos mares e emergimos como a melhor versão de nós mesmos.


Oro para que aquele ou aquela que estivermos mergulhado em dúvidas a seu próprio respeito possa encontrar o fôlego necessário para sobreviver e emergir no Senhor, Nosso Deus.


Amém!


Pedro Costa Mendes.


 
 
 

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