Escolha - aquilo que nos torna Super
- Pedro Mendes
- 20 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 22 de jul. de 2025
Super-homem (ou Superman, como preferirem) certamente é um dos heróis ficcionais mais conhecidos por todo o mundo, popularizado pelos inúmeros quadrinhos, animações, filmes, brinquedos, dentre muitos outros meios. Mas afinal, o que faz o Super-homem o personagem tão adorado e popular que ele é? Será que são apenas seus poderes e sua fantasia? Ou será que é aquilo que está mais profundo? Não seria o homem por trás “da máscara”? Seus valores? Suas ações? Seus legados?
Mesmo sendo um ser que é como um deus entre a humanidade, que poderia facilmente subjugar ou eliminar a todos, ele escolhe servir e proteger toda vida na Terra, seja de ameaças de origem humana ou extraterrestre, porque ele o planeta e todos que nele habitam. Sem dúvida, portanto, o caráter de Clark Kent é uma de suas características mais inspiradoras.
Naturalmente, nenhum de nós dispõe de super-força, super-velocidade, voo, visão raio-x, visão de calor ou um sopro congelante, mas cada um de nós dispõe de um poder, também comum ao super-homem: o poder da escolha, de quem queremos ser, de como queremos agir perante ao mundo e de que valores que deixar e transmitir.
É claro, meu irmão e minha irmã, que é muito fácil escrever um parágrafo como esse acima, mas não tão simples viver pelas palavras ridigidas nele. De fato, escolher, às vezes até mesmo entre as opções mais simples possíveis, pode ser complicado. Quando levamos isso para as dimensões do ser, do agir e do legado se torna ainda mais difícil - talvez, em alguns casos, impossível.
São tantos fatores que agem sobre nós de tal forma que se constituem em forças que nos compelem de modo que não necessariamente representa a nós, algo a que Émile Durkheim nomeia como coerção social. Por vezes, esse mecanismo serve ao propósito de incutir as regras básicas para o funcionamento da sociedade - tais como, “não agrida ou mate quem te ofende”, “não invada o espaço do outro”. Há outros casos, no entanto, em que esse mecanismo sustenta práticas que, embora não danifiquem fundamentalmente o tecido social, são extremamente prejudiciais - “Gentileza é para os otários!”; “Te deram um soco? Você precisa socar de volta!”; “O único jeito de você ser alguém na vida é esmagando que tiver na sua frente! Você precisa ser o melhor!”. Somando isso à propenção comum a todos os humanos ao egoísmo, ao cinismo, à fúria, gera-se uma combinação difícil de resistir, quanto mais de superá-la.
O que, então, fazer perante essas forças que nos compelem a agir dentro de uma estrutura que, a despeito de ser a base fundamental da civilização, abre margens para tanta maldade, iniquidade e injustiça? O que podemos fazer quando nossos próprios instintos naturais - ou, dito de outro modo, nossa carne - nos levam a desacreditar dos outros, a agir somente em prol de nós mesmos ou atacar os outros raivosamente? Como exatamente que acessamos o poder da escolha, quando há estruturas exógenas e endógenas que impõem sobre nós as opções a escolher?
Talvez não sejamos kryptonianos, mas nós temos contato direto com alguém que não é apenas muito mais poderoso do que o Super-homem, mas também que não pertence ao mundo ficcional, mas, pela fé, é real e vivo: esse é nosso único, suficiente e verdadeiro salvador, Jesus Cristo! É com base n’Ele que devemos escolher quem nós somos, como agir e que legado queremos deixar, porque Ele é a rocha eterna e o mais firme fundamento (Is 26.4; Mt 7.24-25)! Nele, somos moldados a cada dia em santos, filhos de Deus, irrepreensíveis (Cl 1.22)! Nele, agimos com base no fruto que o espírito gera em nós, isto é, com base no amor, paciência, bondade, domínio próprio, mansidade, benignidade, alegria, paz e longanimidade (Gl 5.22-23)! Nele, o legado que deixaremos será um de amor e de esperança, esperança de que mesmo nas sombras da sociedade, a luz do reino de Deus pode brilhar e a luz, assim como o Super-homem, triunfa sobre as trevas (Jo 1.5).
Podemos não ser super em termos de poderes físicos, mas, em Jesus, podemos ser tão super quanto Clark Kent: podemos, assim como ele, por meio do auxílio do Espírito Santo, superar as forças opressoras que tentam nos impedir, derrotar o maligno e fazer brilhar a luz da esperança, a esperança que vem de Jesus Cristo!
Oro para que, em Jesus, possamos ter a força e a coragem para que, a cada dia, possamos escolher agir bem, deixar o bem como legado e encarnar o próprio bem! Que possamos ser amar e fazer raiar a luz da esperança, tal qual faz o Super-homem na ficção, tal qual faz, fez e sempre fará Jesus por nós!
Amém!
Pedro Costa Mendes.

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