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Guerreiro

  • Foto do escritor: Pedro Mendes
    Pedro Mendes
  • 7 de jul. de 2024
  • 3 min de leitura

Em uma das cenas mais memoráveis e impactantes de todos os filmes de super-herói, em Vingadores: Ultimato, o Capitão América se coloca frente a frente contra o imponente exército do vilão cósmico Thanos. O valante herói, por forte que fosse, não era páreo para tamanho força adversária. Thanos sozinho poderia derrotá-lo com facilidade, quanto mais junto de seus generais, soldados, naves e feras. Não só isso; o próprio Capitão já estava bastante ferido da batalha anterior e com seu escudo, sua principal arma, quebrado. Todas as circunstâncias, portanto, indicavam que sua derrota, que sua morte, eram certas. O herói, contudo, não hesitou nem por um segundo. Mesmo com seu corpo todo dolorido, mesmo com sua principal ferramenta de combate seriamente danificada, mesmo com tamanha desesperança que sentia - patente em seu semblante -, ele seguiu para se posicionar perante às forças inimigas, se dispondo a lutar até seu último suspiro, para proteger a vida não só na Terra, mas em todo o universo. Como se fosse em resposta a sua determinação e coragem, centenas de outros heróis logo surgiram em sua adjacências, tornando um cenário que parecia ser de derrota certa para um com concretas possibilidades de vitória.

Sem dúvidas, o Capitão América possui inúmeras características, muitas das quais são patentes na sequência descrita acima. De todas, no entanto, destaco o fato de ele ser um guerreiro; alguém que possui valores, ideais inegociáveis, pelos quais, não obstante o tamanho do desafio, não hesitará em colocar sua vida à disposição para defendê-los; alguém que não hesita frente ao risco (de morte, de derrota, de fracasso), mas que segue firme, sempre mirando à vitória; Alguém cuja determinação e perseverança são tão formidáveis que podem mudar o curso de uma batalha.

Meu irmão e minha irmã, são inúmeras as situações, seja no campo físico, mas principalmente no plano mental e espiritual, que nos encontramos em condições similares a que o Capitão América estava frente ao exército de Thanos: cansados, enfraquecidos, feridos, desarmados e desesperançosos. Perante esse cenários, temos várias sortes de respostas, mas que em essência podem ser resumidas em duas: podemos sucumbir ao desespero e nos entregarmos à misercódia de nossos obstáculos (ou inimigos) ou podemos, assim como o Capitão, seguirmos em frente, a despeito de nossas dores, fraqueza e medo, dispostos a entregarmos tudo de nós, sempre com os olhos fitos na vitória.

Embora não tenhamos em nossas veias um soro de supersoldado que nós mune com força sobre-humana ou mesmo um escudo de liga metálica invulnerável, nós temos algo ainda mais formidável e poderoso do que qualquer uma dessas coisas: temos um Deus, que nos capacita, nos chama para sermos guerreiros. Mesmo que sejamos/estejamos fracos, mesmo que não tenhamos a menor das aptidões para o combate, o Senhor nos fortalece e nos orienta: “[...] Diga o fraco: ‘sou um guerreiro!’”. (Joel, 3: 10). O mesmo Deus, cujas palavras foram capazes de criar tudo, declara sobre nossas vidas e nos exorta a declarar que os fracos são guerreiros!

Por isso, meu irmão e minha irmã, mesmo que você esteja sujeito a mais terrível dor mental, ao mais opressivo ataque espiritual, declare sobre si mesmo, com fé, que você é um guerreiro, alguém que é ousado, alguém que não dobra seus valores, alguém com uma determinação e coragem inabaláveis, alguém que segue firme rumo à vitória - a partir dessa postura, o Senhor te capacitará e fortalecerá para que você tome posse da vitória que já esteve consumada antes mesmo do início de sua batalha!

Minha oração é que você não perca a esperança e não duvide de si mesmo, pois até mesmo ao mais fraco o Senhor diz que é um guerreiro! Tome posse dessa poderosa declaração do Senhor sobre sua vida!!


Amém!


Pedro Costa Mendes.


 
 
 

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