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Páscoa - o momento de ressignificação

  • Foto do escritor: Pedro Mendes
    Pedro Mendes
  • há 13 horas
  • 3 min de leitura

Não sei se falo por todos quando digo que tenho uma dificuldade em entender qual o real impacto dos acontecimentos celebrados na data da Páscoa para nossas vidas cotidianas. Creio que provavelmente isso se deve ao meu pouco tempo enquanto cristão, mas também acredito que, por vezes, possa ser complicado refletir sobre o efeito que acontecimentos de mais de dois mil anos atrás ainda tem sobre nós. Certamente que não faltam pregrações por aí afora a esse respeito, mas mesmo assim, com as imposições do dia a dia, é razoável admitir que facilmente podemos deixar escapar tudo o que nosso Deus fez por nós naquele dia.

Os pecados pregados na cruz, o imenso amor de Jesus por nós, que o fez passar por incalculável sofrimento e humilhação que culminou em sua morte, a reissureição, que representa a vitória sobre a cruz e sobre o morte - tudo isso às vezes parece tão distante, tão intangível…, mas a verdade, meu irmão e minha irmã, é que, por mais difícil que às vezes possa parecer o triunfo de Cristo a dois milênios ainda repercute em todas as nossas vidas e o seguirá repercutindo até seu retorno. 

Não pense que me refiro apenas ao macrocosmo espiritual, qual seja, o envio do Espírito Santo a todos nós e a reconciliação da humanidade com Deus, pelo perdão dos pecados (que sem dúvida continua tendo efeito em nós e segue sendo fundamental), e sim a algo que é muito mais íntimo para cada um de nós: a Páscoa de Cristo nos ensina de como tudo, por mais terrível que seja, pode ser resignificado.

Ora, meu irmão e minha irmã, quer situação mais obscura, mais sombria, mais terrível do que a morte do único ser vivo que passou por esta Terra e jamais cometeu pecado algum? Aquele que Deus chamou de Filho Amado (Mt 3.17)? De fato, tão obscura era a situação que a Palavra de Deus descreve, no evangelho de Mateus, como houve trevas na Terra durante três horas enquanto Jesus esteve pregado na cruz (Mt 27.45). Ainda assim, foi exatamente nesse cenário de completa desesperança e tristeza que Deus transformou completamente sua relação com a humanidade desde a queda: perdoou nossos pecados, sacrificando seu próprio Filho, e nos abriu as portas para sermos adotados como seus filhos. Houve a morte, mas também houve a reisurreição. Houve humilhação, por todos os insultos, toda violência e pelo próprio estilo de execução (crucificação), mas também houve glorificação, porque logo Jesus passou a estar assentado à destra do Pai.

Digo tudo isso, meus queridos e queridas, para que tenham a certeza (como também o digo para mim mesmo) de que se Deus ressignificou aquele que talvez tenha sido o ato mais  feio da humanidade, Ele pode (e irá) fazer o mesmo nos momentos obscuros de nossas vida. Podemos, portanto, viver a Páscoa todos os dias de nossas vidas! Mas é claro, meu irmão e minha irmã, é difícil que por nós mesmos sejamos capazes disso. Nossa inclinação para reclamar, para lamentar, para se paralisar é muito forte. Contudo, se nos apoiarmos no Espírito e uns aos outros, certamente veremos nossas próprias circunstâncias serem ressignificadas, de tal maneira que uma “morte de cruz”, se torna uma “ressureição gloriosa”!


Oro para que, a cada dia de nossas vidas, possamos nos recordar de que podemos, cada um em suas lutas e desafios, viver aquilo que a Páscoa nos ensinou de mais valioso: que Deus pode resignificar mesmo a mais terrível das circunstâncias em nossas vidas!


Amém!


Pedro Costa Mendes.


 
 
 

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